Confi
IA aplicada

Varejistas tentam ligar metas de IA ao bônus dos executivos

· 2 min de leitura · Redação Confi

Quatro profissionais discutem em volta de uma mesa de reunião com papéis impressos de gráficos, em sala com luz natural
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Toda empresa diz que está apostando em inteligência artificial. A pergunta que começa a aparecer nos conselhos é mais incômoda: como saber se o executivo está usando bem a tecnologia, e se isso deve pesar no bônus dele? A Modern Retail publicou em 27 de outubro uma reportagem sobre como o varejo americano tenta responder a essa questão.

Os números do movimento

O caso mais visível é o da Ralph Lauren, que passou a considerar métricas de IA como um dos fatores que podem ajustar o pagamento do incentivo anual dos executivos. A informação foi revelada pela Reuters, com base em um documento de 131 páginas enviado à SEC, o órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, citada pela Modern Retail:

  • Cerca de 12% das empresas do S&P 500 citaram metas ligadas à IA em seus planos de incentivo a executivos em 2026
  • Em 2024, eram 5%

Muitas dessas empresas são de tecnologia, como Salesforce e IBM. No varejo, o movimento ainda é tímido, mesmo com Walmart, Target e Kroger lançando assistentes de compra com IA nos últimos um ou dois anos.

Medir o quê, exatamente?

O problema está em escolher a métrica. Contar quantas vezes alguém abre uma ferramenta diz pouco sobre resultado, e a economia de custo, embora útil, não é o que mais interessa a quem decide. Anish Shah, CEO da empresa de recrutamento de executivos Ruckus, disse à Modern Retail que ainda é cedo e que o uso de IA não está gerando grandes retornos.

Cortar custos pode ser útil para um negócio, mas acho que o objetivo de todo mundo é crescer a receita.

Anish Shah, CEO da Ruckus, em tradução livre

Cory Morrow, sócio da consultoria Korn Ferry especializado em remuneração de executivos, lembra que o desenho dos incentivos continuará guiado principalmente pelo desempenho financeiro da empresa. Na prática, a IA tende a entrar como critério complementar, e não como meta principal.

Exemplo ilustrativo: uma rede de lojas que coloca um assistente de IA no atendimento pode medir o sucesso pelo número de conversas resolvidas sem transferência, pela nota de satisfação e pela taxa de recompra, em vez de simplesmente contar quantos funcionários usam a ferramenta.

Fontes

  • inteligência artificial
  • gestão
  • remuneração de executivos
  • varejo
  • Estados Unidos

Compartilhar

LinkedInWhatsApp

Leia também

Mais do Blog Confi.

Contato

Comece por uma camada. O ecossistema entra junto.

Conte o seu desafio e a gente coloca você na conversa certa, com quem entende do assunto.