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Itaú compra a NeoSpace por R$ 2,92 bilhões e aposta em IA própria

· 2 min de leitura · Redação Confi

Duas profissionais conversam numa sala de reuniões iluminada, debruçadas sobre folhas com gráficos desfocados
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Quando um banco do tamanho do Itaú decide pagar bilhões por uma startup de inteligência artificial com menos de três anos de vida, o recado vai além do mercado financeiro. Na segunda-feira, 26 de outubro, o Itaú Unibanco anunciou a compra de 100% da NeoSpace por R$ 2,92 bilhões, segundo o NeoFeed.

O que a NeoSpace faz

Fundada no fim de 2023, a NeoSpace desenvolve modelos fundacionais de IA generativa voltados para dados. A empresa chama sua abordagem de Large Data Model, ou LDM. Segundo o NeoFeed, diferentemente dos modelos de linguagem mais conhecidos, a proposta é analisar dados e documentos de qualquer formato. Na prática, a NeoSpace oferece plataformas para que empresas construam e treinem modelos próprios com as suas informações.

A startup já tem clientes em telecomunicações, aviação e energia, está expandindo para Estados Unidos e Europa e vai continuar independente, sob o comando do cofundador e CEO Bruno Pierobon. Ele também cofundou a Zup, comprada pelo Itaú em 2019.

Onde o banco quer usar

Segundo o NeoFeed, estes são os números do negócio e do contexto:

  • R$ 2,92 bilhões pela totalidade da NeoSpace
  • Em janeiro de 2025, a startup foi avaliada em US$ 100 milhões, numa rodada de US$ 18 milhões liderada pelo próprio Itaú
  • A NeoSpace tem cerca de 80 pesquisadores, e o Itaú, cerca de 70 milhões de clientes
  • A i.ai, plataforma de IA generativa do banco lançada em julho, passou de 300 mil para 3 milhões de usuários

Em entrevista ao NeoFeed, o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, contou que o trabalho com a NeoSpace foi testado principalmente em crédito, prevenção a fraude e CRM, com ganhos iniciais. Segundo ele, modelos que o banco já usava ganharam 10 pontos percentuais de acurácia, um dado da própria empresa que não foi detalhado. A ideia é trocar a hiperpersonalização em massa por conversas mais individuais com cada cliente.

Deixar de ser apenas um banco transacional consultivo e ser mais conversacional.

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco

O negócio mostra uma tendência que vale para outros setores. A vantagem em IA passa a depender menos da ferramenta genérica, que qualquer empresa pode contratar, e mais dos dados próprios e da capacidade de transformá-los em decisão no dia a dia.

Fontes

  • Itaú
  • NeoSpace
  • IA generativa
  • crédito
  • prevenção a fraude

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