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IA aplicada

Block apresenta Dessa, modelo de voz que conversa como gente

· 2 min de leitura · Redação Confi

Dona de cafeteria sorri enquanto fala ao fone de ouvido atrás do balcão, com uma cliente aguardando ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Quem já ficou preso num atendimento por voz repetindo o nome do produto três vezes sabe como a conversa com uma máquina pode travar. A Block, empresa de Jack Dorsey e dona do Square, quer mudar essa experiência. Em 24 de outubro, o TechCrunch noticiou a apresentação do Dessa, um modelo de voz criado pelo laboratório de pesquisa da companhia.

O que muda no Dessa

Segundo a Block, as IAs de voz atuais transformam a fala em texto e, nesse caminho, perdem informação, como o tom e a emoção de quem fala. O Dessa é um modelo de fala para fala e full-duplex, ou seja, consegue ouvir e falar ao mesmo tempo, como numa conversa entre pessoas. A empresa diz que o conhecimento dele vem das próprias conversas usadas no treino, e não de um modelo de linguagem separado. O TechCrunch compara a proposta ao GPT-Live, da OpenAI, que também consegue falar e ouvir ao mesmo tempo. Num dos vídeos de demonstração, uma integrante da equipe da Block joga um jogo de adivinhação com o modelo.

Pelo que a Block divulgou, segundo o TechCrunch:

  • O modelo foi treinado inteiramente com fala humana, usando um único rack de GPUs da Nvidia
  • Roda localmente, num computador de consumo como um MacBook com chip M4 Max ou superior
  • Expressa emoções, com risadas, pausas e choro
  • Não está disponível ao público: a Block chamou pesquisadores de segurança para testá-lo antes

O modelo de fala full-duplex mais autêntico já construído.

Jack Dorsey, fundador da Block, em publicação no X, em tradução livre

Atendimento mais natural, e novos riscos

Para o varejo, o interesse é evidente. A Block vende serviços financeiros para pequenos negócios, e o Square já usa IA de voz para receber pedidos. Um modelo que roda no próprio aparelho, sem depender da nuvem a cada frase, pode levar atendentes virtuais a mais lugares e com custo menor, como observa o TechCrunch.

O outro lado é que uma voz convincente demais também serve para enganar. Segundo o TechCrunch, os testes de segurança devem olhar justamente para situações em que um agente de voz possa iludir as pessoas. Para quem atende clientes, isso reforça uma regra simples: o cliente precisa saber quando está falando com uma máquina.

Fontes

  • IA de voz
  • atendimento
  • Block
  • agentes de IA
  • pequenos negócios

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