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IA aplicada

Assaí leva fiscal remoto às 313 lojas e prepara IA nos caixas

· 2 min de leitura · Redação Confi

Operadora de caixa sorri ao passar produtos na esteira enquanto um cliente idoso organiza as compras no atacarejo
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Todo mundo já passou por isso na fila do mercado: o preço do produto não bate, a operadora acende a luz do caixa e começa a espera pelo fiscal, que está do outro lado da loja. O Assaí Atacadista resolveu atacar esse gargalo com tecnologia e agora se prepara para colocar inteligência artificial na história.

Segundo reportagem do Mercado&Consumo publicada em 26 de outubro, a rede levou a ferramenta Fiscal Remoto para todas as suas 313 lojas no Brasil. Em vez de o supervisor caminhar até o caixa, o problema é encaminhado para uma equipe que resolve tudo a distância.

O que a ferramenta resolve

O Fiscal Remoto cuida das situações que mais travam a fila: cancelamento de itens, divergência de preço, produto identificado errado, troca de operador e vales-troca. Os números divulgados pela rede, segundo a reportagem:

  • 175 mil atendimentos feitos pela ferramenta em julho
  • 59% desses chamados resolvidos, com tempo médio de 20 segundos
  • Queda de 43% nos chamados a colaboradores em julho, na comparação com junho

O caminho até aqui foi gradual. O desenvolvimento começou em 2025, com uma prova de conceito e um piloto em 13 lojas. Depois, o teste passou para 18 unidades, com ajustes no software, nos procedimentos e na automação. A expansão nacional aconteceu entre março e agosto de 2026, cobrindo todas as regiões. Para quem está na fila com o carrinho cheio, a diferença aparece no relógio.

A tecnologia precisa estar a serviço do negócio e das pessoas.

Denis Paiotti, diretor de TI do Assaí

Onde entra a IA

Hoje, quem chama a equipe remota é a própria operadora, quando precisa de ajuda. A próxima fase prevê reconhecimento de imagem por IA para identificar situações no caixa, como cancelamentos de produtos, e oferecer as informações necessárias para resolver cada caso. A rede diz que vai ampliar os usos da ferramenta aos poucos, conforme os testes avançarem.

Vale notar a ordem dos fatores. Primeiro o Assaí organizou o processo, testou em poucas lojas e mediu o resultado. Só depois a IA entra, em cima de uma operação que já funciona. É um roteiro menos vistoso que anunciar um robô no primeiro dia, mas costuma dar mais certo.

Fontes

  • Assaí
  • atacarejo
  • inteligência artificial
  • atendimento
  • varejo físico

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