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Anúncios falsos sobem 147% na semana da Black Friday, diz Serasa

· 2 min de leitura · Redação Confi

Mãe e filho conversam à mesa da cozinha, com um celular virado para baixo e um cartão de crédito sobre a mesa
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Quem já recebeu uma oferta boa demais no celular durante a Black Friday sabe a sensação: dá vontade de clicar antes que acabe. Os golpistas também sabem disso. Um levantamento da Serasa Experian, divulgado pelo E-Commerce Brasil em 23 de outubro, mostra que os anúncios falsos cresceram 147% na semana da Black Friday de 2025, de 23 a 29 de novembro, na comparação com a média semanal das três semanas anteriores.

O estudo olha para o ano passado, mas chega em boa hora. A Black Friday de 2026 está marcada para 26 a 29 de novembro, e o movimento esperado é grande.

O tamanho da vitrine

Os dados da Neotrust ajudam a entender por que a data atrai tanta gente mal-intencionada. Segundo a Neotrust, que acompanha as transações de mais de 7 mil lojas:

  • No dia da Black Friday de 2025, o e-commerce brasileiro faturou R$ 4,76 bilhões, alta de 11,2%
  • Foram 8,69 milhões de pedidos naquele dia, 28% a mais que no ano anterior
  • Para os quatro dias da Black Friday de 2026, a projeção da Neotrust é de R$ 13,3 bilhões em faturamento, alta de 20,7%

Agora os números do lado escuro, segundo a Serasa Experian, para a semana da Black Friday de 2025:

  • 604 anúncios falsos identificados
  • 625 perfis falsos, média de 89 por dia, alta de 101% sobre as semanas anteriores
  • 103 sites falsos e 7 aplicativos fraudulentos
  • 1.339 ameaças digitais no total, 99% acima da média semanal de 2 a 22 de novembro

Anúncios e perfis somaram 1.229 casos, ou 91,8% de tudo o que foi encontrado. E a semana da Black Friday sozinha concentrou 39,9% das 3.358 ameaças registradas nas quatro semanas analisadas.

O golpe mora na rede social

O recado do levantamento é que o golpe raramente começa num site sofisticado. Ele aparece num anúncio patrocinado ou num perfil que copia o nome, a foto e o tom de uma loja conhecida, e leva o consumidor para fora do ambiente oficial da marca.

Os fraudadores acompanham o calendário do consumo e buscam aproveitar períodos de maior procura por ofertas.

Luis Filipe Morra, gerente executivo de Soluções Antifraude da Serasa Experian

Para o consumidor, a regra antiga continua valendo: desconfiar de preço muito abaixo do mercado, digitar o endereço da loja em vez de clicar no anúncio e conferir se o perfil é o oficial antes de pagar. Para quem vende, vale divulgar com antecedência quais são os canais oficiais da loja e ficar de olho em contas que usam o nome da marca sem autorização.

Fontes

  • Black Friday
  • fraude
  • golpes
  • segurança
  • Neotrust

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