Anvisa proíbe venda de tiras de glicemia falsificadas na Amazon
· 2 min de leitura · Redação Confi

Comprar remédio, fralda ou material de controle de saúde pela internet virou rotina para muita família, seja pela praticidade, seja para fugir da fila da farmácia. Justamente por isso, um episódio desta semana serve de alerta para quem compra e para quem vende.
A Anvisa proibiu a venda, na Amazon, de tiras de teste de glicemia da marca Accu-Chek Active que a agência considerou falsificadas. A decisão está na resolução RE nº 4.143, de 20 de outubro, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 22 de outubro, segundo reportagem do Mercado&Consumo com informações da Agência Brasil.
O que a Anvisa encontrou
Quem identificou o problema foi a própria fabricante, a Roche Diabetes Care Brasil, ao encontrar em dois anúncios da Amazon tiras com características diferentes das originais. Os anúncios barrados foram:
- "tiras Accu-Chek Active C/50"
- "kit tiras medidor glicemia Accu-Check Active 100 Unidades"
De acordo com a agência, os itens não tinham a embalagem externa original e traziam uma indicação em inglês de uso restrito a licitações de governo. Com a decisão, esses produtos não podem ser distribuídos, importados nem usados.
A reportagem não traz posicionamento da Amazon sobre o caso.
Por que tira de glicemia exige mais cuidado
Tira de glicemia não é um acessório qualquer. É com ela que quem convive com diabetes mede o açúcar no sangue e ajusta a rotina, a alimentação e, em muitos casos, a medicação. Um produto fora do padrão pode mostrar um resultado errado sem dar nenhum sinal de que algo está estranho.
Na hora da compra on-line, alguns cuidados simples ajudam. Desconfiar de preço muito abaixo do praticado, conferir quem é o vendedor de fato (a loja oficial, a própria plataforma ou um terceiro), olhar se a embalagem chegou lacrada e completa e guardar a nota fiscal são hábitos que valem para qualquer produto de saúde. Quem receber algo diferente do esperado pode registrar a reclamação no canal da loja e comunicar a Anvisa.
Para os marketplaces, o caso reforça uma conta que não fecha sozinha: quanto maior o catálogo de vendedores terceiros, maior a responsabilidade de checar o que entra na vitrine, principalmente em categorias em que um erro afeta a saúde de quem compra.
Fontes
- Mercado&Consumo: Amazon é proibida pela Anvisa de vender tiras de glicemia falsificadas, 22 de outubro de 2026
- Anvisa
- falsificação
- marketplace
- saúde
- confiança



