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Visita que vem da IA rende 83% mais no varejo dos EUA, diz Adobe

· 3 min de leitura · Redação Confi

Casal de meia-idade conversa à mesa da sala comparando duas caixas lisas, com um notebook fechado ao lado
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Até pouco tempo atrás, quem chegava a uma loja on-line vindo de um chatbot costumava olhar, perguntar e ir embora sem comprar. Os números de setembro contam outra história. A Adobe publicou em 29 de outubro um relatório sobre o tráfego que vem de ferramentas de IA para o varejo dos Estados Unidos, detalhado pelo IBTimes em 2 de novembro, e a visita desse consumidor passou a valer bem mais do que a média.

A data no Brasil, pelos dados da Neotrust

Os dados da Adobe são americanos, mas chegam às vésperas da Black Friday brasileira. A Neotrust, em projeção divulgada pelo E-Commerce Brasil em 13 de outubro, aponta:

  • R$ 13,3 bilhões de faturamento nos quatro dias da Black Friday, de 26 a 29 de novembro, alta de 20,7%
  • 69,4 milhões de produtos vendidos nesse período, crescimento de 15,4%
  • Em novembro de 2025, o e-commerce faturou R$ 46,98 bilhões, e só 23,5% disso ficou concentrado nos quatro dias da data

O que a Adobe mediu

A análise usa transações de mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo dos Estados Unidos, com 100 milhões de produtos em 18 categorias. Conta como tráfego de IA quem clicou em um link vindo dessas ferramentas. Em setembro de 2026, na comparação com as demais visitas:

  • Receita por visita 83% maior, a maior diferença observada no ano
  • Conversão 90% melhor, ante 9% pior em agosto de 2025
  • 73% mais tempo no site, 25% mais páginas vistas e 53% mais itens colocados no carrinho
  • O próprio tráfego de IA cresceu 71% em um ano

Para a temporada de fim de ano, a empresa projeta alta desse tráfego de 159% no Dia de Ação de Graças, 95% na Black Friday e 88% na Cyber Monday. São projeções, e o relatório vem de uma empresa que atua nesse mercado.

Há outro cuidado importante, lembrado pelo IBTimes: os dados mostram correlação e não provam que a IA faz o cliente gastar mais. Uma leitura possível é que quem chega por uma dessas ferramentas já pesquisou, comparou e está mais perto de decidir.

A parte mais prática está no outro indicador do relatório, a nota que mede quanto do conteúdo de uma página os sistemas de IA conseguem entender e citar. A home page média do varejo americano ficou em 63%, ou seja, mais de um terço do conteúdo não aparece para essas ferramentas. Eletrônicos lideram com 79%, mercados ficam em 55% e as home pages de lojas de variedades, em 40%. Segundo a Adobe, as páginas mais aproveitadas pela IA são as explicativas: detalhes de produto, guias de compra, perguntas frequentes e políticas de devolução.

Vale lembrar que tudo isso fala de quem clica e compra na loja, com a decisão ainda na mão do consumidor. É uma conversa diferente da compra feita inteira por um agente.

Fontes

  • Adobe
  • tráfego de IA
  • Neotrust
  • Black Friday
  • catálogo

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