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Mastercard quer agentes de IA pagando com cartão tokenizado

· 2 min de leitura · Redação Confi

Mulher de óculos sentada à mesa da cozinha segura um cartão e o celular, enquanto um jovem prepara café ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Entregar o cartão de crédito para um robô fazer compras parece pedido de quem gosta de viver perigosamente. As bandeiras sabem disso e estão correndo para criar regras antes que os agentes de IA virem rotina nas compras. Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, em 29 de outubro, a Mastercard deixou clara a sua aposta, segundo reportagem do PYMNTS: compras feitas por agentes devem usar versões tokenizadas do cartão escolhido pelo consumidor.

Como funciona a proposta

Na tokenização, os dados sensíveis do cartão são trocados por um código, e a transação continua ligada ao cartão de verdade, com os mesmos controles e benefícios. O serviço da bandeira para isso se chama Agent Pay, que também verifica se o comprador autorizou o agente a agir em seu nome.

A alternativa usada hoje por parte do mercado são os cartões virtuais de uso único, gerados para uma compra específica do agente. O CEO Michael Miebach disse que a Mastercard enxerga essa solução como temporária.

Um cartão virtual é uma decisão do processador, uma ponte para chegar a uma transação totalmente tokenizada.

Michael Miebach, CEO da Mastercard, em tradução livre

Segundo o PYMNTS, Miebach citou o Shop Pay, da Shopify, como exemplo de quem já usa o Agent Pay e os tokens da rede para proteger as credenciais do cliente. Ele também mencionou um novo acordo com a OpenAI que inclui o serviço e disse esperar crescimento do uso de checkout por agentes na temporada de compras de fim de ano.

Os números do trimestre

O balanço, de acordo com a reportagem, trouxe:

  • Receita líquida de US$ 9,8 bilhões, alta de 14%
  • Pagamentos por aproximação em 81% das compras presenciais processadas, 5 pontos percentuais acima do ano anterior
  • Volume de transações internacionais com alta de 11%
  • Receita de serviços de valor agregado com alta de 19%, sem efeito de câmbio

Ling Hai, que comanda a área financeira, apontou novas funções de token para agentes como uma frente de desenvolvimento e de cobrança, o que indica que a bandeira também vê ali uma fonte de receita.

A discussão pode soar técnica, mas responde a uma pergunta bem prática: quando um agente erra a compra, quem responde? Com o pagamento ligado ao cartão original e à autorização registrada, fica mais fácil rastrear o que aconteceu, contestar uma cobrança e manter os controles que o cliente já conhece.

Fontes

  • Mastercard
  • agentes de IA
  • pagamentos
  • tokenização
  • segurança

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