Itaú Pay leva a disputa do checkout para o aplicativo do banco
· 3 min de leitura · Redação Confi

Todo mundo já desistiu de uma compra por preguiça de procurar o cartão na carteira, ou porque o limite não deu na última tela. É nessa hora que muita venda on-line evapora, e os bancos querem participar da solução. Em 30 de outubro, o Itaú Unibanco lançou o Itaú Pay, meio de pagamento em que o cliente fecha a compra no aplicativo do banco, sem digitar os dados do cartão no site da loja. O anúncio foi noticiado pelo Money Times e pelo TI Inside no mesmo dia, e a Revista Business voltou aos números em 3 de novembro.
O carrinho nos dados da Neotrust
O lançamento chega num momento em que o consumidor compra mais vezes e gasta menos em cada pedido. Os indicadores da Neotrust para o primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, mostram:
- 756,7 milhões de pedidos no e-commerce, alta de 34,8%
- Faturamento 16,9% maior
- Tíquete médio 13,3% menor
- 12,4% menos itens por pedido
Com esse pano de fundo, qualquer promessa de tíquete maior chama a atenção de quem vende, mesmo quando vem com asterisco.
Como funciona e o que o banco promete
O cliente escolhe entre saldo em conta e crédito, e vê as condições e o total antes de confirmar. Quem for elegível pode ter parcelamento maior do que o oferecido pela loja, limite extra e pagamento com pontos. A autenticação e a análise de risco ficam no ambiente do banco, com a estrutura da Rede, e o Itaú afirma que isso elimina para o lojista o custo de estorno por fraude. As estimativas abaixo são do próprio banco:
- Checkout em cerca de 30 segundos, cinco vezes mais rápido do que a experiência padrão
- Taxa de aprovação até 10 pontos percentuais maior
- Tíquete médio até 50% maior quando o cliente usa o parcelamento estendido
O checkout é um dos momentos em que o e-commerce mais perde vendas.
A Decolar é a primeira empresa a oferecer a opção, e Raia Drogasil, Localiza, Zig e EBANX devem entrar nas próximas semanas ou meses. A Yuno aparece como parceira de tecnologia para acelerar a integração.
O produto não chega a um terreno vazio. O Money Times lembra que o Nubank oferece o NuPay, solução parecida, desde 2022, e cita a Pagaleve, que faz parcelamento no Pix. A vantagem que o Itaú reivindica é a escala: segundo a reportagem, o banco tem 24,3% da emissão de cartões, contra 15,2% do Nubank, e a Rede passa de 25% da adquirência, de acordo com a CardMonitor.
Falta a informação que todo lojista vai pedir primeiro. A taxa será negociada caso a caso, então ainda não dá para saber se sai mais barata do que a do cartão. E vale ler os 50% com calma: é um teto, depende do parcelamento estendido, e os textos não trazem resultado medido em loja.
Fontes
- Money Times: Itaú (ITUB4) lança Itaú Pay e compete com Nubank (ROXO34) no mercado de pagamentos de e-commerce; confira, 30 de outubro de 2026
- TI Inside: Itaú Unibanco lança o Itaú Pay para simplificar compras online e impulsionar as vendas do e-commerce, 30 de outubro de 2026
- Revista Business: Itaú lança Itaú Pay com checkout 5 vezes mais rápido e projeta até 50% de alta no ticket médio, 3 de novembro de 2026
- Neotrust (Confi): Quantos pedidos o e-commerce brasileiro registrou no 1º semestre de 2026?, 15 de julho de 2026
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