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Méliuz perde receita no 3T26 com fim da parceria com a Casas Bahia

· 3 min de leitura · Redação Confi

Dupla de pequenos empreendedores confere papéis e uma calculadora em uma mesa, entre caixas de papelão lisas
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Cashback parece um negócio distante para quem vende, até a gente lembrar que ele depende de comissão paga por loja. Quando uma grande parceira sai de cena, a conta aparece rápido. Foi o que a Méliuz mostrou no balanço do terceiro trimestre, divulgado em 4 de novembro: a receita líquida caiu 22,3%, para R$ 96,1 milhões, e as ações chegaram a cair quase 10% no pregão de 5 de novembro, segundo o Money Times.

O mercado, pelos dados da Neotrust

O e-commerce como um todo foi em outra direção. Os dados da Neotrust para janeiro a setembro de 2026, divulgados pelo E-Commerce Brasil em 13 de outubro, trazem:

  • Faturamento de R$ 322,6 bilhões, alta de 16,9%
  • 1,2 bilhão de pedidos, alta de 34,9%
  • Tíquete médio de R$ 268,20, queda de 13,4%

São bases diferentes. A Neotrust mede transações de mais de 7 mil lojas parceiras, e a Méliuz informa o que passa pela própria plataforma, então a comparação serve para dar contexto, sem conta direta entre os números.

O que pesou no trimestre

Os principais números, segundo o Money Times e o Moon BH:

  • Volume de compras da operação brasileira de R$ 1,25 bilhão, recuo de 3,3% sobre o terceiro trimestre de 2025
  • Receita de e-commerce de R$ 50,4 milhões, queda de 35,3%
  • Compradores no e-commerce com alta de 9,7%, segundo a empresa
  • Cerca de R$ 15 milhões a menos de receita na comparação com as comissões do ano anterior
  • Provisão de R$ 14 milhões para risco em créditos existentes
  • Frentes além do e-commerce, como o Méliuz Nota Fiscal, com alta de 24% em base comparável e quase 29% da receita da operação brasileira

A parceria foi interrompida depois do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, em agosto. O Moon BH faz uma ressalva útil: os R$ 15 milhões são uma comparação com o ano anterior, e não uma dívida da varejista. Mesmo com esse valor somado, a receita ficaria em R$ 111,1 milhões, abaixo dos R$ 123,7 milhões de um ano antes. A empresa também cita mudanças na participação dos parceiros nas vendas, efeitos não recorrentes na base de comparação e a desaceleração do varejo, e o Money Times lembra das mudanças no programa de afiliados da Amazon.

Quem bate o olho no lucro pode se confundir. A Méliuz registrou lucro líquido de R$ 113,7 milhões, com R$ 78,5 milhões vindos da reversão de perda com bitcoin, sem entrada de caixa, e R$ 25,8 milhões de efeito tributário da incorporação da Alter. O lucro ajustado foi de R$ 19,6 milhões. Para os analistas do UBS BB, citados pelo Money Times, o principal ponto negativo foi a pressão sobre a monetização de marketplaces.

Fontes

  • Méliuz
  • Neotrust
  • cashback
  • Casas Bahia
  • resultados

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