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IA aplicada

IA ajuda a achar o produto, mas a avaliação ainda decide a compra

· 2 min de leitura · Redação Confi

Jovem de cabelo cacheado olha o celular concentrado em uma cafeteria, ao lado de uma amiga de cabelo grisalho
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Você pergunta ao assistente de IA qual fone de ouvido comprar, ele sugere três modelos e aí vem a dúvida: confiar ou conferir? Se você for como boa parte dos consumidores americanos, vai abrir outra aba para ler o que outros compradores disseram. É o que mostra um conjunto de pesquisas reunido pela Modern Retail em reportagem publicada nesta quinta-feira, 22 de outubro.

A IA virou ponto de partida para muita gente, ainda mais na temporada de presentes de fim de ano. A decisão final, porém, continua dependendo de sinais que o consumidor já conhecia, como avaliações, preço, frete e política de troca.

O que acontece depois da sugestão

Segundo pesquisa da PartnerCentric citada pela reportagem, depois de receber uma recomendação de IA os consumidores fazem o seguinte:

  • 33% conferem as avaliações existentes
  • 22,3% comparam preços
  • 18,8% procuram o produto na Amazon ou em outra loja
  • 14,8% visitam o site da marca
  • 7,6% buscam conteúdo de criadores sobre o produto

A mesma pesquisa mostra que 33% dizem que a política de frete e devolução muitas vezes ou sempre muda o que compram. E até quem mais confia na tecnologia quer conferir: 42,2% dos consumidores nas duas faixas de maior confiança em IA querem ver avaliações antes de agir.

Uma pesquisa da Feedvisor, também citada, aponta que 16% dos consumidores começam a busca por produtos no ChatGPT, e só 5% dizem comprar na hora quando um assistente de IA recomenda algo. Os demais vão a outras plataformas, como Google e Amazon, atrás de preço melhor.

Confiança se constrói fora do chat

A IA é um ponto de partida, não um veredito final.

Stephanie Harris, fundadora e CEO da PartnerCentric, em tradução livre

Harris acrescenta que os consumidores que mais confiam na ferramenta continuam checando o trabalho dela. Kieran Powell, vice-presidente executivo da Channel V Media, foi pelo lado prático: para ele, quem não deixa a IA comprar uma camisa de 40 dólares também não vai deixar que ela diga qual camisa é boa.

A disposição para delegar tarefas inteiras ainda é baixa. Na pesquisa da Prosper Insights & Analytics, 12,1% deixariam um agente de IA achar e reservar um restaurante, 11% deixariam o agente fazer as compras de supermercado e 7,3% deixariam que ele comprasse roupas.

Para as lojas, o recado é que aparecer na resposta do assistente é só o primeiro passo. Se a recomendação não se sustenta quando o consumidor vai atrás da opinião de quem já comprou, a venda escapa no meio do caminho, e o cliente nem chega a dizer por quê.

Fontes

  • avaliações
  • reputação
  • comportamento do consumidor
  • IA aplicada

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